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A irresistível tentação de partidarizar o Estado

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A irresistível tentação de partidarizar o Estado

Mensagem por Admin em Qua Mar 22, 2017 11:47 am

Não há grupo de pressão ou interesse que não exija para si um pouco do famigerado virar de página socialista, percebendo, com a mesma astúcia dos predadores, que, perante um governo fraco, este é o momento para recuperar privilégios e sinecuras que estiveram vedados nos últimos anos

Lê-se e não se acredita: dirigentes do Partido Socialista da Guarda ameaçam retirar a confiança política ao ministro da Saúde por não poderem colocar um comissário político na administração do hospital. É um sinal do tempo político que vivemos: novo por fora, bafiento por dentro. Não há grupo de pressão ou interesse que não exija para si um pouco do famigerado virar de página socialista, percebendo, com a mesma astúcia dos predadores, que, perante um governo fraco, este é o momento para recuperar privilégios e sinecuras que estiveram vedados nos últimos anos.

Sem cometer a hipocrisia de isentar o meu partido de comportamentos menos éticos nesta matéria, é impossível não constatar o despudor com que o PS trata este tipo de situações, dispondo da administração pública – e, em particular, dos seus cargos dirigentes – como do quintal lá de casa, onde se planta e colhe aquilo que melhor serve os interesses da circunstância. São imensos os exemplos, que não apenas o da Guarda, de uma verdadeira colonização política do aparelho do Estado, feita às claras e no maior desprezo pelas regras democráticas. A tentação parece ser irresistível e não é por acaso que o presidente do partido – o mesmo que dá récitas de probidade republicana no parlamento – tem a mulher, o filho, a nora, quiçá o periquito e a tartaruga de estimação em lugares de nomeação política.

Recentemente foi notícia de rodapé que a direção nacional do PS enviou senhas de multibanco aos seus autarcas, pedindo-lhes donativos para o partido pagar a próxima campanha eleitoral. É evidente para o cidadão comum que esta manobra, não sendo ilegal, constitui uma indecência política – para dizer o mínimo –, mas o assunto passou pela opinião pública e publicada com a habitual impunidade consentida à “esquerda”. Os episódios acabam invariavelmente ofuscados num discurso desculpabilizante e normalizador, confundindo-se o partido e o Estado como se de uma entidade só se tratasse. De resto, todos nos recordamos das palavras de Elisa Ferreira – agora promovida a senadora do Banco de Portugal –, que se referiu ao dinheiro do Estado como sendo o “dinheiro do PS”. Ou como, há poucos dias, ouvimos o presidente da Assembleia da República intimar a oposição a “habituar-se às novas regras” do parlamento, numa provocação digna do pior caudilhismo. Em todos os casos, a mesma arrogância moral, autoindulgência e impunidade perante os atos praticados.

Regressando à área da saúde e às nomeações, debato-me, na qualidade de autarca, com uma situação muito semelhante à do hospital da Guarda. No Centro Hospitalar Gaia-Espinho, a administração em funções desde 2014 está em processo de substituição por um único motivo: foi nomeada pelo governo anterior. Os bons resultados clínicos, administrativos e financeiros que obteve nos últimos anos não valem de nada quando está em causa a distribuição de lugares pelo aparelho do partido. Um hospital de referência, que finalmente recebe as obras de renovação estrutural reclamadas há décadas, vê a sua administração apeada por motivações políticas. E, neste caso, nem foram necessárias ameaças de nenhum representante do socialismo local. Bastou que soprasse uma silenciosa nortada da Avenida dos Aliados para que o senhor ministro colocasse o processo “em ordem”.

Da esquerda ruidosa e musculada não se ouvirá uma palavra sobre estes episódios. A única estratégia que conta é afastar PSD e CDS do poder, custe os sapos que custarem engolir. Mas sob pena de vermos proliferar este comportamento, no melhor registo de “donos disto tudo”, não podemos calar a nossa voz e indignação. Isso também é levar o país a sério.

Presidente da C.M. Espinho

22/03/2017
Pinto Moreira 
Cronista
opiniao@newsplex.pt 
Jornal i

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