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Riquezas naturais escondidas

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Riquezas naturais escondidas

Mensagem por Admin em Sab Mar 25, 2017 12:34 pm

Cegonhas na rocha no Cabo do Sardão | Fotografia: ICNF

Os parques naturais de Portugal Continental guardam as maiores riquezas de fauna e flora do país. Atualmente existem 14, espalhados de norte a sul


"Os parques naturais são o último refúgio para muitas espécies de animais e plantas, grande parte em risco de extinção. Desde paisagens de elevadas altitudes, passando por dunas, arribas, grutas, serras e planaltos, todos estes lugares servem de habitat à fauna e à flora.


A partir de hoje, sempre à sexta-feira, republicamos os 14 artigos que fizemos para o número 25 da revista Descla, um por cada parque natural."


Parque Natural do Sudoeste Alentejano

Lagarto de água, boga portuguesa, rato de Cabrera, texugo, fuinha, sacarrabo e uma lontra única no país, a Lutra lutra. Não basta dizer que a fauna do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina é variada, porque ela é quase infinita. Neste parque com 131.000 hectares, o maior de Portugal, vivem 35 habitats naturais, muitos deles endémicos.

A águia-de-boneli domina os céus a par do falcão-peregrino, ave robusta que pode ser observada junto às escarpas, com sorte no voo de pica sobre uma presa, quando atinge uma velocidade entre os 300 e os 600 quilómetros por hora. Mais calma é a cegonha branca, que aqui não tem árvores nem prédios velhos e por isso nidifica em palheirões, sobre as arribas marítimas ou em rochedos junto à costa, num equilíbrio periclitante.

E que dizer do espetáculo que todos os anos acontece no cabo de S. Vicente, quando milhares de aves migradoras chegam pela aurora, vindas dos confins da Europa? Daqui partem na noite estrelada: fazem-se aos céus mar dentro, rumo às longínquas terras do norte de África.

Cegonhas na rocha no Cabo do Sardão | Fotografia: Luis Guerreiro / CM Odemira

Na vegetação mediterrânica, atlântica e do norte de África, escondem-se raras espécies que dão pelo nome de samouco Myrica faya, descendente da Laurissilva, sorveira Sorbus domestica ou Silene rothmaleri. No parque vivem cerca de 750 espécies, das quais mais de 100 são endémicas e 12 não existem em nenhum outro local. No entanto, a agricultura, na parte norte, é uma ameaça, tendo já levado à extinção de plantas como a bela Armeria arcuata.


Vista geral do Cabo do Sardão costa do cavaleiro lado esquerdo do farol | Fotografia: Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF)"



Baleia piloto | Fotografia: ICNF



Vistas da costa no Cabo do Sardão, Farol, pessoas a ver o mar | Fotografia: Luis Guerreiro / CM Odemira



Vista da Costa do Cavaleiro no Cabo do Sardão com trilho | Fotografia: Luis Guerreiro / CM Odemira



Fotografia: ICNF

A costa, que serve de fronteira com o Atlântico, estende-se por 110 quilómetros de dunas, arribas, ilhotas, recifes e falésias abruptas e muito recortadas que escondem pequenas praias de areia, mudando constantemente de aparência no extremo sudoeste, qual camaleão gigante de todas as cores pejado de fojos e grutas e acompanhado, em mar, por um imponente cortejo de Leixões.

Vista geral do Cabo do Sardão costa do cavaleiro lado esquerdo do farol | Fotografia: ICNF

Os fundos rochosos e as distintas massas de água – mediterrânica, atlântica temperada e atlântica tropical – guardam uma biodiversidade infinita de flora e fauna marítimas, numa espécie de último refúgio para espécies comercialmente ameaçadas como os cavalos-marinhos, a enguia Anguilla anguilla ou o sável Alosa alosa.

O Homem fixou-se desde cedo: primeiro, os mariscadores do epipaleolítico/mesolítico, depois os mercadores do Mediterrâneo, que aqui aportavam, os romanos, exploradores dos recursos naturais e criadores de estruturas portuárias, os muçulmanos e os pescadores de atum e de sardinha, sucessivamente atacados por piratas e corsários. Daí ter sido construído o Forte de Belixe, entretanto feito pousada, o que não evitou a erosão da falésia sobre a qual a fortaleza se ergue.

Por Lino Ramos - Mar 24, 2017
Revista Descla 

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