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É sempre dia de ter juízo

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É sempre dia de ter juízo

Mensagem por Admin em Dom Mar 26, 2017 11:09 am

Algo me diz que 60 anos é idade suficiente para se ter algum juízo. E é sempre a bastante para o voltar a perder de todo. Mas já lá vou, porque entre Mozart e Beethoven a escolha ainda é nossa.

Milhares de cidadãos manifestam-se hoje na capital italiana, em defesa do relançamento do projeto europeu e por uma renascença democrática e cívica. É a Marcha pela Europa, uma iniciativa que decorre em paralelo com as comemorações oficiais dos 60 anos do Tratado de Roma, momento fundador da União Europeia. Já ontem, os líderes dos 27 estados-membros assinaram uma declaração solene, na qual manifestam "orgulho" pelos feitos alcançados e apontam o caminho a seguir, admitindo uma União a diferentes velocidades mas "na mesma direção". Nada de novo. Oficiais ou não, os discursos de comemoração soam-nos a retórica, um chorrilho de lugares-comuns, após o que se toca o Hino à Alegria, tomado de empréstimo à nona de Beethoven.

E lá voltamos nós à narrativa: a que nos recorda que este continente, que viveu o Iluminismo e o Século das Luzes, se devastou a si mesmo e ao Mundo, por duas vezes, devido a uma combinação paranoica e assassina composta em partes iguais de nacionalismo e totalitarismo; e que, ao terminar a guerra, os sobreviventes se abraçaram e juraram um "nunca mais" que os levou a criar a União que hoje conhecemos; e que o melhor está por chegar; porque a história promete acabar com um final feliz chamado Estados Unidos da Europa. Ora, como em todas as narrativas que recorrem à simbologia do êxodo, travessia e terra prometida, sabem os dirigentes mais avisados que esse lugar simbólico não existe, mas convém muito falar dele. Porque o verdadeiro papel dessa ideia de terra prometida é alimentar a esperança, para que a comunidade continue a fazer caminho e não dê ouvidos aos que desistem ou querem recuar.

Assim vai a União Europeia, a quatro dias de o Reino Unido oficializar em Bruxelas a intenção de divórcio. Antes, ainda em Roma, os dirigentes dos 27 foram ver o Papa. E oxalá o tenham ouvido: "Não há paz quando há pessoas marginalizadas e forçadas a viver na miséria. Não há paz, ali, onde falta trabalho ou a expectativa de um salário digno. Não há paz nas periferias das nossas cidades, onde proliferam a droga e a violência". Palavras de Jorge Mário, um homem "chegado do fim do Mundo", na sua própria expressão, o primeiro não europeu a sentar-se na cadeira de Pedro. A terminar o encontro, e para a posteridade, todos posaram para uma foto de grupo, na Capela Sistina. Em fundo, e não por acaso, a simbólica tela do Juízo Final. E não se ouviu o Requiem. Ali, nem Mozart nem a britânica senhora May.

Afonso Camões, Diretor
Hoje às 00:24
Jornal de Notícias

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