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Saltos

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Saltos

Mensagem por Admin em Dom Mar 26, 2017 11:10 am

Todos os portugueses têm uma opinião sobre o viaduto de Alcântara, e eu não quero ficar para trás. Vai mais além do viaduto de Alcântara, ou mais aquém, dependendo do sentido do trânsito, vai mais precisamente até ao Viaduto Duarte Pacheco, mas não deixa de ser uma opinião sobre o viaduto de Alcântara.

E a minha opinião é esta: o viaduto de Alcântara tem uma coisa que mais coisa nenhuma tem em Lisboa, que é o salto. Indo no sentido norte-sul, ou seja, da cidade para as docas, e acelerando bem, dá para dar um salto com o carro, levantar as rodas do chão, as cabeças dos passageiros contra o tejadilho, o carro aterra ainda na parte plana com a descida a iniciar. É um sucesso garantido, para miúdos e graúdos, pelo menos para o condutor que é o único que não vai desprevenido.

São as vantagens de uma estrutura provisória feita em mecanno, em que as placas nunca assentaram bem umas nas outras e onde sempre que se passa mesmo que devagar a coluna solavanca e a hérnia apita. Uma estrutura que mais do que ser provisória é o símbolo de uma cidade que não queria viver com o rio, pensada em vários espaços mas todos aqueles que sejam de viver são encapsulados da parte de dentro. Dizia-se que era o monopólio do Porto de Lisboa, que mandava mais do que a Câmara, do que o governo até. Mas não sei se não será um mito útil, porque durante tantos anos no rio era cargas e descargas, partidas e chegadas, ratos e lodo; era trabalho, não era prazer. E há aquela coisa dos portugueses e da natureza.

Diz-se que foi um camião que bateu num pilar. A culpa tinha de ser de um camionista. Trump voltou a fazer-me sentir saudades dos 5 anos do meu filho de 6 ao ter recebido uma mão-cheia de camionistas e depois de se ter sentado num camião com a cara, lá está, que o Jaiminho teria feito nos 5 anos (agora está mais concetual, prefere legos), uma descarga de adrenalina por estar a poder cumprir o seu sonho de guiar aquele grande e longo veículo estrada fora. Há poucos meses Trump tinha feito uma série de elogios à(s) Caterpillar, es-cavadoras, um clássico de todas as infâncias.

Em abono da verdade, guiar um camião estrada fora terá um encanto e profundidade maior do que muitas outras profissões com melhor fama, mas isso fica para outra altura. Um instrutor de condução que tive dizia que era a melhor maneira de ultrapassar um divórcio, tirava-se a carta de pesados e passava-se uns meses pela Europa, passava tudo, era a única maneira de fazer resert - bons tempos em que aprendia as lições de vida que vinham de entre o alinhar os espelhos para estacionar de marcha-atrás, ou o relevo mínimo dos pneumáticos.

Talvez a adrenalina do camião tenha sido compensada quando alguém teve de dizer a Trump que não tinha conseguido os votos suficientes para revogar o Obamacare, graças aos congressistas republicanos que estão a portar-se melhor do que seria de temer, mas também muito embalados pelas sondagens que não davam mais de 17% dos americanos a favor da revogação. Talvez por nestes meses de Trump aqueles que buscaram nele a salvação, ou o protesto, terem começado a perceber que não é bem assim e que, no caso dos cuidados de saúde (que muito se deve ao trabalho iniciado por Hillary), ficariam ainda pior. Há poucos dias o The Washington Post noticiava mais um estudo (de Anne Case e Angus Deaton, da Universidade de Princeton, feito no âmbito da Brookings Instituttion e disponível em https://www.brookings.edu/bpea-articles/mortality-and-morbidity-in-the-21st-century/ ) que realça a subida abissal da taxa de mortalidade entre os brancos não-hispânicos nos EUA com menos estudos (conclusão do ensino secundário ou menos), um misto da conjugação de mortes por droga, álcool e suicídio, com uma desaceleração dos efeitos do combate às doenças cardiovasculares e ao cancro. Em 1999, este grupo tinha uma mortalidade 30% mais baixa do que os negros, hoje é 30% mais elevada. São as doenças do desespero, dizem os autores.

Em 1996, não muito longe do viaduto de Alcântara, saltaram três jovens do Viaduto Duarte Pacheco. Coisas acontecidas em noventa e seis estão suficientemente frescas para não haver dúvidas que aconteceram, mas totalmente distantes por não estarem na internet. Dizia-se ser por causa da droga, frequentadores do Casal Ventoso. Quem eram, por que saltaram? Portugal melhorou muito. Tê-lo-iam feito hoje?

26 DE MARÇO DE 2017
00:04
João Taborda da Gama
Diário de Notícias

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Cláudio Carneiro


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