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Celebrar 2057

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Celebrar 2057

Mensagem por Admin em Dom Mar 26, 2017 11:16 am

Dizem os líderes reunidos em Roma, para assinalar os 60 anos do tratado fundador, que a União Europeia celebrará o 100.º aniversário. Os que ainda cá estivermos em 2057 poderemos aferir se foi uma previsão acertada ou apenas um desejo politicamente correto num momento em que pela primeira vez na sua história o projeto europeu vai perder aderentes em vez de os ganhar. Falo do Reino Unido, claro, e do brexit, essa decisão referendada no ano passado pelos britânicos e que em 2019 deverá resultar no cortar de laços entre Londres e os 27. Aliás, Theresa May, a primeira-ministra britânica, já não esteve nas celebrações da assinatura do Tratado de Roma, o que se percebe, pois na quarta--feira, dia 29, irá acionar o célebre artigo 50.

Mas em vez de olharmos para 2057, façamos antes uma viagem até 25 de março de 1957, quando seis países criaram a Comunidade Económica Europeia. Foram a Alemanha, a França, a Itália, a Holanda, a Bélgica e o Luxemburgo esse núcleo fundador e, diga-se, em todos eles o sentimento maioritário é a favor do europeísmo, mesmo que em França a extrema-direita aposte num discurso nacionalista que lhe tem vindo a dar cada vez mais votos.

Ora, essa Europa de 1957 era bem pior do que a de hoje. Se os países fundadores da CEE recuperavam bem da Segunda Guerra Mundial e até curavam feridas antigas (sobretudo França e Alemanha), o panorama geral do continente não era o mais promissor: Portugal e Espanha eram ditaduras fascistas, 11 dos atuais Estados membros da UE pertenciam ao bloco comunista e Malta e Chipre até eram colónias britânicas. Pior: o mundo vivia a Guerra Fria e os impérios coloniais ainda eram a regra, com o Gana, semanas antes do Tratado de Roma, a tornar--se a primeira nação da África negra a conquistar a independência.

Sobretudo nestes 60 anos, a União Europeia, antes e depois do fim da Guerra Fria, conseguiu afirmar-se como um modelo para o mundo, seja na questão da democracia, dos direitos humanos, da defesa do ambiente, do combate ao aquecimento global. É fácil apontar erros e defeitos, e as falhas recentes de solidariedade, seja na questão da dívida seja no problema dos refugiados, são gravíssimas, mas é desonesto fazer um balanço negativo. E já agora que o brexit nos ensine algo para o futuro, mesmo que a originalidade das Ilhas Britânicas também conte e muito nesta rutura.

26 DE MARÇO DE 2017
00:02
Leonídio Paulo Ferreira
Diário de Notícias

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