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Álcool, mulheres, Jeroen René Victor Anton e Max Weber

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Álcool, mulheres, Jeroen René Victor Anton e Max Weber

Mensagem por Admin em Seg Mar 27, 2017 11:07 am

A ética protestante explica tudo. O pior são os católicos romanos que não acreditam.

Aquela coisa do álcool e das mulheres não lhe correu bem. Até porque, a acreditar-se nas estatísticas, há cada vez mais alemães, nórdicos e britânicos a sonharem com uma velhice cheia de álcool e mulheres, ou se calhar é do sol, da gastronomia e das árvores que eles vêm à procura, mas é de desconfiar. O que as palavras imensamente mal escolhidas de Jeroen René Victor Anton Dijsselbloem querem salientar é apenas a velha herança de Max Weber e da sua teoria do protestantismo – que supostamente acomoda um espírito capitalista no âmago da sua ética (ou seria ao contrário, o que vai dar ao mesmo).

Essa teoria é, para os povos que se entrincheiraram atrás das 95 teses de Martinho Lutero, uma evidência dificilmente refutável pelo gargalhar dos povos que quiseram ou não tiveram alternativa senão manter-se fiéis ao Vaticano. E têm razão: os governos protestantes são, desde há séculos, bem mais simpáticos que os governos católicos romanos para com a iniciativa privada, ficando para estes últimos o gosto pelo protecionismo, que antes estava mascarado de misericórdia e agora alguém nos quis convencer que é um sintoma de comunitarismo perigosamente próximo do socialismo.

Mas a evidência de que esta diferença, ético-religiosa e não geográfica, é verdadeira, não transforma a opção católica romana numa falácia social ou num anátema burocrático quando comparada com a opção protestante. É apenas outra coisa. E o pior de tudo não são os protestantes que perdem o seu tempo a recordar mais uma vez essa evidência. O pior são os católicos romanos que acham que os protestantes têm razão. E, em vez de engendrarem uma forma decente de financiarem o Estado protetor (que as há), preferem gastar o seu tempo a transformar o mundo católico romano num sucedâneo, necessariamente insuficiente e nebuloso, do mundo protestante.

O mundo não precisa de ser todo igual – e nem a mais desmazelada das globalizações vai conseguir a horrenda quadratura desse círculo. É por isso que, para manter o ecossistema mediterrânico, talvez seja mais importante lutar pela sobrevivência do serviço nacional de saúde, por exemplo, que andar a plantar sobreiros e oliveiras.

António Freitas de Sousa
 00:09
Jornal Económico

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