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Os nossos interesses no brexit

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Os nossos interesses no brexit

Mensagem por Admin em Seg Mar 27, 2017 11:12 am

Se, finalmente, alguma coisa correr como previsto e o brexit nascer a 29 de Março, pelo menos sabemos-lhe o signo. Pode parecer coisa pouca para quem não acredita em astrologia - a larga maioria das pessoas sensatas -, mas ajuda quem gosta de adivinhar o futuro. Tudo o mais que se diga sobre qual vai ser o resultado final nem astrologia é.

Isto dito, já sobre o processo - não sobre o resultado - há algumas certezas. A primeira é que será uma negociação (para não lhe chamar guerra) dura, em que interesses convergentes, divergentes e paralelos vão ter se de arranjar e equilibrar. E cada um procurará ter tanta influência quanto puder. E é aqui que nós, portugueses, temos de saber entrar. Quais são os nossos interesses? E como vamos defendê-los?

Este é o primeiro divórcio da União Europeia (UE) e é das raras vezes em que os europeus não estão a negociar com quem quer entrar ou ser um parceiro tão próximo quanto possível. Desta vez a animosidade é evidente de ambos aos lados e a vontade de obter o melhor possível para todos não é, pelo menos para já, óbvia. Pelo contrário. Há em Londres quem queira provar que os britânicos não precisam da Europa para nada (ou só para o que lhes interessa). E há em Bruxelas e nalgumas capitais europeias quem queira aproveitar a saída para castigar os britânicos por nunca terem sido entusiasticamente europeus e, sobretudo, para provar aos restantes que sair é muito pior do que ficar. E, pelo caminho, obter vantagens. Esta mistura de estados de alma não ajuda nada aos dois anos de difíceis negociações que aí vêm e aos resultados que interessam.

No caso de Portugal, além da preocupação fundamental com o futuro da UE, temos de nos preocupar connosco, com os portugueses a viver e a trabalhar no Reino Unido, com as exportações de têxteis, metalúrgicas, de vinhos, de cortiça, ópticas e por aí fora, e com a impacto no turismo. Só para referir alguns. Segundo os dados disponíveis, o Reino Unido foi o 4.º cliente de bens e serviços de Portugal, representando 9,7% das exportações em 2015, e o 5.º fornecedor, com uma quota de 4,8%, das nossas importações. No período de Janeiro a Agosto de 2016, o mercado representou 10% das exportações portuguesas de bens e serviços e 4,8% das importações. No mesmo ano de 2015, os turistas britânicos terão gasto cá cerca de dois mil milhões de euros. Ler números é uma maçada e parece uma mesquinhez para quem gosta de pensar os grandes temas, mas é das exportações de uns e das importações de outros que se faz a nossa economia. E se alguém acha que os restantes Estados membros não vão fazer essas contas, está muito enganado. Solidários na Europa, claro, mas sabendo bem qual é o nosso interesse.

27 DE MARÇO DE 2017
00:00
Henrique Burnay
Diário de Notícias

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