Olhar Sines no Futuro
BEM - VINDOS!!!!
Buscar
 
 

Resultados por:
 


Rechercher Busca avançada

Conectar-se

Esqueci minha senha

Palavras chave

tvi24  

Últimos assuntos
Galeria


Dezembro 2017
DomSegTerQuaQuiSexSab
     12
3456789
10111213141516
17181920212223
24252627282930
31      

Calendário Calendário

Flux RSS


Yahoo! 
MSN 
AOL 
Netvibes 
Bloglines 


Quem está conectado
14 usuários online :: Nenhum usuário registrado, Nenhum Invisível e 14 Visitantes :: 1 Motor de busca

Nenhum

O recorde de usuários online foi de 864 em Sex Fev 03, 2017 11:03 pm

Já só sobra um projeto de prospeção de petróleo ao largo do Algarve

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Ir em baixo

Já só sobra um projeto de prospeção de petróleo ao largo do Algarve

Mensagem por Admin em Sex Mar 31, 2017 6:47 pm

JOSÉ CARIA

Três dos quatro projetos de prospeção de petróleo em terra e no mar ao largo do Algarve desapareceram do mapa. A última rescisão, referente à intenção de pesquisa do consórcio Repsol/Partex na Bacia do Algarve, foi assinada por despacho do Ministério da Economia a 9 de março

Na página da Entidade Nacional para o Mercado de Combustíveis (ENMC) já só existe um projeto de prospeção de petróleo ao largo da Costa Vicentina e do Sudoeste Alentejano. Trata-se da proposta do consórcio ENI / Galp de pesquisar petróleo na Bacia do Alentejo, ao largo entre Aljezur e Sines. Porém, se nada avançar até junho entrará em incumprimento e o contrato será rescindido, apurou o Expresso.

Entretanto, os outros três projetos de prospeção de hidrocarbonetos em terra e no mar no Algarve desapareceram do mapa que constava na página da ENMC, esta quinta-feira. O Governo já tinha anunciado, no final do ano, a rescisão dos contratos da Portfuel previstos para terra (onshore) nas zonas de Aljezur e de Tavira. E um despacho emitido a 9 de março pelo Ministério da Economia confirmou a rescisão do contrato com o consórcio Repsol/ Partex, que previa explorar quatro zonas (Lagosta, Lagostim, Sapateira e Caranguejo) no mar a sul do Algarve. Esta decisão teve na base o não cumprimento do prazo previsto para o primeiro furo. O Governo já executou a caução no valor de 4.5 milhões de euros.

“É MAIS PROVÁVEL CHEGAR À LUA DO QUE EXPLORAR PETRÓLEO NO ALGARVE”

As palavras vaticinadas pelo Presidente da República perante manifestantes algarvios antipetróleo confirmaram-se. Marcelo Rebelo de Sousa afirmou então que “é mais provável chegarmos à Lua do que haver petróleo no Algarve”. E lembrou que sobrava um projeto, “que provavelmente não existirá”.

“Foi muito importante a pressão exercida pelos movimentos populares para evitar que se repetisse o prolongamento de concessões que nunca deviam ter sido emitidas”, aplaude o deputado bloquista Jorge Costa. “Agora, só falta garantir que os outros projetos de prospeção de petróleo, nomeadamente o que está localizado ao largo de Aljezur, também deixem de existir”.

O projeto que ainda não saiu do radar algarvio – o da Eni/Galp – estende-se por uma área de 9099 km2 ao largo da Costa Vicentina, a 80 quilómetros de Sines, e conta com oposição das autarquias locais.

Na página da ENMC ainda constam também os projetos da Bacia Lusitânica – da Australis Oil & Gas – que tem contratos de concessão nas áreas onshore “Batalha” e “Pomba”; e o Deep-Offshore na Bacia de Peniche – do consórcio Repsol / Galp / Partex / Kosmos – (áreas "Camarão", "Amêijoa", "Mexilhão" e "Ostra").

Recentemente, a Câmara e a Assembleia Municipal de Sines votaram contra o projeto de prospeção e exploração de hidrocarbonetos (petróleo) na Bacia do Alentejo, invocando “os riscos associados a esta actividade”. E a Câmara de Odemira anunciou que iria apresentar uma providência cautelar para “travar a exploração de hidrocarbonetos na costa sudoeste”, exigindo uma Avaliação de Impacte Ambiental e a “salvaguarda dos direitos de informação e de participação pública”.

PS CHUMBA AVALIAÇÃO DE IMPACTE AMBIENTAL PARA TODOS OS PROJETOS

Entretanto, a comissão parlamentar de Ambiente está a preparar alterações à legislação para reforçar a avaliação de impacte ambiental (AIA) no caso de projetos de prospeção e exploração de petróleo.

O documento, que ainda irá a votação prevê que todos os projetos de exploração de hidrocarbonetos no mar ou em terra sejam sujeitos a AIA, independentemente do número de barris de petróleo que venham a produzir; assim como uma análise caso a caso quanto à possibilidade deste tipo de avaliação na fase de prospeção com meios convencionais. A lei já obriga a AIA quando a pesquisa aplica métodos não convencionais como o fracking. Todos os projetos deverão ser submetidos a discussão pública.

Para o deputado socialista, Luís Graça este diploma (que deverá ir a votação na próxima semana) ”permite ter uma legislação com maior rigor ambiental e maior transparência”.

Contudo, os partidos à esquerda do PS (BE, Verdes e PCP) queriam ir mais além, já que pretendiam que o processo de AIA fosse obrigatório na fase de pesquisa. Esta intenção “foi chumbada pelo PS e contou com a abstenção do PSD e do CDS”, critica o deputado bloquista, Jorge Costa. O Bloco ainda queria tornar vinculativo o parecer das autarquias, o que também foi chumbado por ir contra a legislação europeia que considera a Agência Portuguesa do Ambiente como a autoridade nacional neste tipo de processos.

CARLA TOMÁS
31.03.2017 às 18h43
Expresso 

_________________
Cláudio Carneiro


Facebook
avatar
Admin
Admin

Mensagens : 16760
Pontos : 49157
Reputação : 0
Data de inscrição : 07/12/2013
Idade : 30
Localização : Sines

Ver perfil do usuário http://olharsinesnofuturo.criarforum.com.pt

Voltar ao Topo Ir em baixo

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Voltar ao Topo

- Tópicos similares

 
Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum