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Porque hoje é sábado… É assim que se constrói cidade e faz cidade.

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Porque hoje é sábado… É assim que se constrói cidade e faz cidade.

Mensagem por Admin em Dom Abr 02, 2017 11:03 am


A abertura da nova ligação entre o Forum Barreiro e o Largo das Obras – uma obra estruturante para o centro do Barreiro e sua ligação e abertura ao território da Baía do Tejo é, sem dúvida, uma obra histórica.

Nos tempos idos das Rádios Locais, aos sábados, mantinha uma crónica regular, na Rádio Opção, que emitia a partir de Alhos Vedros. Era uma crónica - «Porque hoje é sábado...» - através da qual fazia uma reflexão sobre um tema de actualidade ou até uma breve abordagem de matérias que marcavam a semana.

Hoje, ocorreu-me revisitar esses tempos idos e escrever esta crónica – porque hoje é sábado – mergulhando em temas e notas que registei nesta semana que hoje finda, no decorrer da qual, em filme de memória, passaram circunstancias que de facto vivi como quem sente aquelas emoções - déjà vu – ou a vida a repetir-se.

Já vivi, ao longo da vida, várias vezes, de vários lados, situações semelhantes, de acusações só e porque, teimava e assumia, perante poderes instituídos, as minhas diferenças e modos de sentir e viver a cidade e a cidadania .

Já vivi, várias vezes, ao longo da vida, no ver e ouvir elogios num dia e dias depois, por opiniões diferentes, ser acusado de mil e uma formas. Tantos rótulos que já os ignoro. Passar de besta a bestial e de bestial a besta, faz parte do meu “curriculum vitae”. É por isso que não estranho. Como dizia o poeta, ao princípio estranha-se e depois entranha-se. 

Fui, como é natural, assistir e fazer a reportagem da abertura da nova ligação entre o Forum Barreiro e o Largo das Obras – uma obra estruturante para o centro do Barreiro e sua ligação e abertura ao território da Baía do Tejo.

Uma obra histórica.Uma obra que estava pensada e desenhada em torno do projecto Fórum Barreiro, gerada e desenhada na gestão socialista, nos seus contornos finais e, já abordada e iniciada na sua concepção na gestão CDU, cuja ideia central estruturante é a ligação do centro do Barreiro ao território da Baía do Tejo.

A empresa entrou em insolvência. O país entrou em insolvência. E tudo parou, No projecto Forum Barreiro, no projecto do Campo do Futebol Clube Barreirense, que se falava no ligar o centro ao rio, através do jardim de «Os Franceses».

Foram esses passos que, finalmente, foram dados, após o desenrolar de nós das garantias bancárias.

Esta obra estruturante, de futuro, que se insere numa visão de cidade que passou, inicialmente, pelo modelo «Masterplan» e, está agora, em marcha no chamado projecto de urbanização da Quimiparque e zona envolvente. Foi esse passo que foi dado. Valorizar o centro da cidade. Ligar o centro da cidade ao rio e ao território da Baía do Tejo. 

Este mais um passo histórico. Ainda há muito por fazer.

Uma cidade que é construída, que se transforma e, neste caso, ainda com o dado positivo de ter sido a autarquia, os seus técnicos que assumiram, em pleno, a sua realização, limitando-se a utilizar os recursos financeiros das garantias bancárias.

Isto, sublinho, até é de valorizar, porque demonstra como, de facto, se a autarquia tiver recursos financeiros, tem meios técnicos e humanos para realizar obras de valorização do espaço urbano.

É isto que me apetece elogiar. É isto que acho importante valorizar. É assim que se constrói cidade e faz cidade.

Portanto, as ideias de pensar o «centro do Barreiro» e a sua ligação ao território da Quimiparque/ Baía do Tejo, não foram abandonadas, foram mantidas, e, na verdade, aqui e agora, elas estão no terreno e já se inscreveram no quotidiano da cidade. É um prazer circular por ali, o mesmo que sinto, quando circulo naquela via estruturante, que liga Casquilhos à Quinta da Lomba. São obras que fazem futuro.

Mas, tenho notado, alguns automobilistas ainda não descobriram que já podem vir para o Lavradio, pela Rotunda do Forum e continuam a circular pela zona de «Os Franceses». É uma questão de tempo. 

Foi dito que era uma «inauguração simbólica», podia ter sido uma inauguração em pleno, com fanfarra dos bombeiros, com banda do Barreiro, ia dar ao mesmo. As criticas vindas de quem vive de «casos» e não de «ideias», essas surgiam da mesma forma. É o habitual. É a espuma dos dias. 

Uma obra feita, que rondou mais de um milhão de euros, realizada através do accionamento das garantias bancárias e realizada com os meios próprios da autarquia – chamem-lhe “administração directa”, chamem-lhe “empreitada municipal”, a realidade não muda, foi realizada com os recursos humanos da autarquia. Não sei o que isto possa ter de mal. É, até, um elogio para os trabalhadores do município, sempre acusados de incompetência, por causa de qualquer buraco na rua.

Quando estava a chegar ao local, da «inauguração simbólica», estavam por ali sentados a aguardar, a dita, uns apoiantes da força politica que lidera o executivo municipal. Lá escutei uns piropos, umas bocas. As habituais provocações, de puristas de pensamento. Fiz que não ouvi, porque aprendi na vida que descer ao nível da mediocridade é tornar-me igual à mediocridade.

Depois, falei com dois arquitectos da autarquia, expressando a minha indignação pelo facto de não ter sido colocada uma passadeira para peões, na zona onde, agora, as pessoas circulam com mais intensidade, após o arranjo daquele espaço ajardinado. 

Disseram-me que a passadeira estava um pouco mais à frente e que era do projecto. O facto é que ninguém se desloca aqueles 10 ou 15 metros para atravessar na passadeira e, é, a ali, junto à rotunda que de forma permanente atravessam, sem passadeira – idosos e jovens. Ficaram de avaliar o assunto. Fica o registo.

Depois, encontrei, alguém, das forças da oposição, que na véspera, nas redes sociais, anunciava a «minha» presença no acto inaugural – “vai lá estar com o chefe dele - dizia.

Disse-lhe: “Como vês estou cá. E está aqui o meu chefe”. Apontei para o Presidente da Câmara.

A gente nesta vida só tem que se divertir e rir com esta paródia. 

Alguém me perguntou – “Está zangado?”. Respondi que não. 

“Por vezes a gente tem que desabafar um pouco”, comentei.

E, hoje, afinal, porque hoje é sábado, estou a pensar, coisas já pensadas, como nesta da vida de cada um, se, afinal, ter partido significa não ter opinião, não ter liberdade de pensar e dizer, não ser livre de ter opinião. Ou se, ter partido, significa, termos que nos limitar a ser repetidores e caixas de ressonância de jogos de poder. 

Volto a pensar se, de facto, fazer politica não tem limites, e, até, se é possível separar a vida, as relações humanas, os afectos, da acção politica, se vale tudo, caluniar, inventar, deturpar, vilipendiar, apenas, e só, para justificar meios de alcançar os fins.

Volto a pensar que, por se ter opinião dizer o que se pensa, sentir o pulsar da vida, é, tem que ser, obrigatoriamente, estar do lado de alguém, ou seja, só se é bom quando se serve alguém ou quando se critica alguém, dependendo da circunstância.

Sou, de há muito, defensor de um jornalismo livre, independente, isento, distante, acima de tudo irreverente. Não procuro fazer um jornalismo «amestrado». Se o que escrevo serve a oposição, que sirva. Se o que escrevo serve quem está no poder, que sirva. 

Escrevo para valorizar a cidade e não vivo de percepções. Sinto a vida no quotidiano. Quem gosta de «fait-divers» que se divirta. Eu não vou por aí, estou aqui, todos os dias, vivendo e fazendo cidadania.

Sim, é verdade, de há muito descobri que o conceito depende da perspectiva…mas uma cidade é uma cidade, real e com vida.

Afinal, porque hoje é sábado, escrevi este texto, assim, como gosto de escrever, nascido nas experiências da vida.

António Sousa Pereira
Barreiro
01.04.2017 - 13:06
Rostos

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