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A memória e a circunstância

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A memória e a circunstância

Mensagem por Admin em Qua Abr 05, 2017 11:26 am

O método em exercício que a evolução do terrorismo deste século evidencia, não apenas utilizando instrumentos caseiros, fáceis de obter, como utilizando a simplificação dos instrumentos que a técnica proporciona, não permite talvez que se ignore que sem um comando estratégico dinamizador não é possível manter-se um combate eficaz. E isto implica que a defesa não descure a identificação dos centros de formação e conversão, que tanto orientou para modelos de guerra que exigem formações de combate, como para a utilização de valores religiosos que convertem seres humanos em agentes dispostos a ganhar as recompensas divinas pelo facto de morrerem, acompanhados por um cortejo de inocentes cruelmente assassinados.

O evidentemente persistente é que, descobertos e eliminados os centros de comando, os convertidos e treinados na ação individual não ficaram por isso aderentes ao pacifismo da vida segura e habitual que se treinaram para submeter pelo medo, ou manter em inquietação corajosa, perante a ameaça de eliminação. Isto dá razão aos que advertem que o combate será demorado, o que aponta para não perder de vista que a memória faz regressar o passado da história, como os clássicos sabiam. E por isso também parece necessário não esquecer, entre os factos, nem eliminar das causas da adoção e manutenção das intervenções ou coletivas ou individuais, a memória do passado colonial e imperial que moldou um mundo marcado pelo Ocidente, considerando o chamado terceiro mundo que este foi o maior agressor de todos os tempos. Entre as propostas consideradas para a meditação da celebração dos sessenta anos do Tratado de Roma, pelo presidente da Comissão, veio naturalmente a de uma Europa a várias velocidades, que mais rigorosamente seria a de aprofundamento daquilo que já é. E que também foi com consagração jurídica até à paz do fim da primeira guerra mundial, quando a Sociedade das Nações extinguiu os impérios em que se dividia pelo princípio de cada nação ter um Estado. Não desapareceu a memória do antigo sistema de várias velocidades daquilo que os europeus levaram séculos a doutrinar que deveria ser uma sólida unidade, o que se conseguiu apenas para o Ocidente democrático pela defesa em guerra.

Uma unidade que durou até à queda do Muro de Berlim, e isto, por influência de Roosevelt, abrangeu o conceito atlântico, muito pela recordação das ideias de Thomas Paine, do século XIX, sobre a formação do empire of liberty. A unidade teve, entre os motivos determinantes da sua formação, e duração, o facto de não ter sido esquecida a análise da circunstância que rodeara o projeto. Nesta data de celebração do aniversário do Tratado de Roma, a contribuição para a previsão do futuro então querido e que portanto viria a ser prosseguido, não fortalecerá a segurança e formato do projeto, se a variável circunstância externa não for avaliada. Isto recorda-se porque, como frequentemente se tem verificado, a circunstância não é abordada, talvez porque seja extremamente incerto o seu desenvolvimento, e diferente em relação à da data celebrada. Primeiro é duvidosa a escolha entre o empire of liberty (Roosevelt) e a liberty of empire (George W. Bush), incerta aquela pela qual se guiará a presidência atual americana, forte em que a segurança paga-se, e entretanto a sua primeira visita anunciada ao estrangeiro importante é a Rússia de Putin, talvez este a sonhar com o Império do Meio. Depois a frequente afirmação de que será efetivado o sonho dos EUA líderes do mundo, desatenta à nova hierarquia das potências, e ao critério de avaliação, que não pode ignorar os resultados pouco animadores das intervenções militares dos EUA depois da queda do Muro de Berlim, dispensando-se em algum caso da intervenção do Conselho de Segurança. Kissinger (Dear Henry) já em 2001, (nota Moniz Bandeira) afirmou temer que uma "explicit insistence on predominance", anime gradualmente o mundo contra ela, forçando-a a esforço que a levariam ao isolamento e esgotamento. Não é apenas a saída do Reino Unido que obriga a meditar seriamente na circunstância que rodeia a União. A ponderação é exigente na escolha do modelo interno, que também pode articular-se erradamente com a circunstância externa. O aniversário é rico de inquietações, e não mostra uma forte confiança na evolução do caminho para a unidade, incluir, entre as previsões do futuro modelo, o aprofundamento das várias velocidades pelo método, segundo parece, de pequenos grupos.

Parece claro que a realidade, designadamente a diferença entre norte e sul, que inspirou a inovação da retórica europeia, seria suficiente, pelas consequências que estamos a viver, para riscar essa hipótese da agenda. O desafio é do futuro, não de regresso ao passado, que a circunstância atual não recomenda.

05 DE ABRIL DE 2017
00:00
Adriano Moreira
Diário de Notícias

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