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Combustíveis: Qual a energia que moverá este sector?

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Combustíveis: Qual a energia que moverá este sector?

Mensagem por Admin em Qua Abr 05, 2017 11:35 am


A Escola Superior Náutica Infante D. Henrique (ENIDH) acolheu esta terça-feira uma conferência subordinada ao tema da ‘Energia’ no mercado marítimo – que, pela abrangência do tema, acabou por extravasar para outros segmentos dos transportes.

Inserido num Ciclo de Conferências, cuja organização tem estado a cargo da Alumni ENIDH, o certame contou com casa cheia para uma análise profunda a um dos temas com maior pertinência na actualidade do sector marítimo e do sector dos transportes, dadas as medidas ambientais que têm vindo a ser introduzidas com cada vez maior frequência.

Para além da pertinência do tema, o evento tornou-se ainda mais apelativo por conseguir sentar na mesma mesa responsáveis de fornecedores energéticos que competem diariamente no mercado. A ilustre mesa de oradores contou assim com as presenças de Rui Reis (Galp), Pedro Oliveira (BP), Armando Oliveira (Repsol) e do ex-Ministro da Indústria e da Energia, Mira Amaral (hoje na SPI – Sociedade Portuguesa da Inovação).


Tecnologia permitiu inverter verdades universais que estavam associadas ao petróleo

O Presidente do Conselho de Administração da BP Portugal, Pedro Oliveira, foi um dos ilustres oradores do interessantíssimo debate desta terça-feira. Na sua intervenção, falou das ‘4 Leis da Gravidade’ do preço do petróleo que vão norteando a acção da empresa que representa - quatro ‘verdades’ que eram tidas como universais mas que a realidade tem vindo a desmentir.

A primeira dessas ‘verdades’ está relacionada com a «percepção da escassez» que existe em torno do petróleo, um recurso que conhecemos como limitado em termos de existência mas que tem vindo a beneficiar de tecnologia cada vez mais avançada para se tornar mais abundante em termos de oferta. «Nos últimos 35 anos, por cada barril de petróleo consumido foram descobertos dois barris para consumo», recorda o Presidente da BP Portugal.

Por outro lado, como segunda ‘Lei da Gravidade’, aparece outra problemática que vem sendo invariavelmente associada aos combustíveis derivados do petróleo, relacionada com a demasiada instabilidade entre a oferta e procura – o que trazia uma variação vertiginosa nos preços. Porém, Pedro Oliveira recorda que tem existido um «abrandamento nas curvas do preço dada a redução clara das diferenças entre a oferta e a procura».

Uma terceira ‘verdade’ instalada e que o é cada vez menos está relacionada com a origem do petróleo e, por conseguinte, com o poder de quem o detém. Ora, neste campo, o Presidente da BP Portugal recorda que a OPEP «já só representa 30% da produção mundial» de petróleo.

Por fim, e ainda relacionado ao ponto anterior, Pedro Oliveira realça que houve também uma «mudança no modelo dos fluxos, onde deixou de existir um fluxo de matéria do Oriente para o Ocidente e um fluxo inverso de dinheiro, existindo agora um modelo de trocas globais».

Tudo isto leva a que o responsável da BP Portugal conclua que «estamos a mudar o paradigma, tanto do lado da procura como do lado da oferta mas, sobretudo, do lado da tecnologia», lembrando que é este (o desenvolvimento tecnológico) o ponto em comum que «permitiu que as quatro verdades deste mercado do petróleo deixassem de ser verdades».


Redução de emissões de gases de enxofre é desafio cada vez mais próximo

Já Rui Reis, Director Geral da Galp Comercial, recordou outro desafio de extrema importância para o sector – o ‘apertar’ do cinto das ECA (Áreas de Controlo de emissões de gases de enxofre), que tem como meta os 0,1% em 2020! 

Ora, segundo o orador, essa exigência cada vez mais próxima trará um desafio à escala global e ao qual o mercado marítimo terá que dar resposta. E como poderá ser dada essa resposta? Por um lado, existe a opção da introdução de ‘scrubbers’ (filtros) nos navios – porém, Rui Reis recorda que muitos dos navios actuais não estão preparados para serem adaptados com esse equipamento. Uma outra opção passaria pelo LNG mas aqui o responsável da Galp antecipa que esta «não será alternativa já em 2020». A opção a curto-prazo passará então, na sua opinião, pelo recurso a «combustíveis mais leves».

O certo é que a indústria marítima já antecipa as suas dificuldades e Rui Reis recorda que «os maiores armadores marítimos estimam custos adicionais com combustíveis acima dos mil milhões de dólares/ano». A mundança de paradigma, na sua opinião, acabará por acontecer mas levará o seu tempo: «No transporte marítimo, vamos ter de continuar a utilizar maioritariamente navios a diesel mas é muito provável que se avance para o gás natural nas novas construções».


Em 2030, energias fósseis ainda terão quota superior a 50%

A representar a Repsol, no debate desta terça-feira, esteve o seu administrador Armando Augusto Oliveira, que assentou a sua intervenção em cinco tópicos-chave. O primeiro, em relação à pergunta ‘O que acontecerá com a procura de energia?’. Armando Oliveira mostra-se confiante de que a procura «vai ser contínua até 2030» e que «o pico de procura por energia ainda está para lá de 2030».

Depois, identificou outro ponto crítico assente na regulamentação cada vez mais apertada e exigente, com obrigação de redução de emissões de gases com efeito de estufa, a necessária aposta nas energias renováveis ou a igualmente necessária introdução dos combustíveis, entre outros.


Sobre os combustíveis fósseis, e como terceiro ponto, Armando Oliveira recordou que estes «não acabaram como» e que «em 2030 a procura destas energias ainda estará acima dos 50%». «E o carvão ainda terá o seu lugar!», acrescenta.

Outro ponto que quis realçar está relacionado com o facto de, nos últimos anos, o gasóleo ter ganho cada vez mais terreno à gasolina. Porém, o responsável da Repsol recordou a realidade espanhola do ano passado «onde a matriculação de veículos ligeiros a gasolina foi superior».

Por fim, de forma mais dispersa, Armando Oliveira deixou ainda um quinto ponto para a plateia composta maioritariamente por alunos e ex alunos da ENIDH, recordando que a «Península Ibérica tem um posicionamento extraordinário na economia do mar», pelo qual considera que «esta escola deve ver nesse posicionamento uma oportunidade a agarrar».


«Quando a Espanha se entender com a França na bitola europeia, cortam as estradas aos nossos camiões» - Mira Amaral

Para o fim, mas não por ser menos interessante, ficou a intervenção de Mira Amaral, o qual focou parte da sua intervenção nos desafios que o nosso país tem na área dos transportes.

«Em Portugal, temos um sistema de transporte de exportação que não é sustentável por muito tempo, por estar demasiado assente no modo rodoviário», vinca, sobre um modo que tem a si associada uma carga de penalização ambiental muito forte. Por outro lado, acrescenta que «quando a Espanha se entender com a França na bitola europeia, cortam as estradas aos nossos camiões».

«Temos que mudar para o transporte marítimo e ferroviário, sendo que o ferroviário terá que ser obrigatoriamente com bitola europeia, senão seremos uma ilha ferroviária», referiu ainda o ex-governante, ressalvando, porém que «no last-mile o rodoviário irá manter-se pela sua flexibilidade».

05/04/2017
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Cláudio Carneiro


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