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Não basta à China a base no Djibuti

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Não basta à China a base no Djibuti

Mensagem por Admin em Qui Abr 06, 2017 11:05 am

Na apresentação do livro A Era do Caos, ontem, no Instituto Italiano de Cultura, em Lisboa, o jornalista Federico Rampini falou muito dos Estados Unidos, onde vive, e também da China, onde já trabalhou como correspondente para o La Repubblica. E quando teve de dar um exemplo de como a China era uma clara potência em ascensão, recordou que o gigante asiático tem agora uma base militar no Djibuti, pequeno país de África que também acolhe militares da França, antiga potência colonial, e dos EUA, a atual potência hegemónica.

Quer isto dizer que a cimeira de hoje entre Donald Trump e Xi Jinping é um encontro entre iguais? Do ponto de vista formal, sem dúvida. Os Estados Unidos e a China são o número um e dois mundiais tanto do ponto de vista da economia como do poder militar convencional, sendo certo que em termos de PIB os chineses até estão já à frente dos americanos se a estatística usada for a da paridade de poder de compra. Contam ainda com o terceiro (América) e quarto maiores territórios e com a primeira (China) e terceira maiores populações. Diferença claríssima é na história, com a plurimilenar China a lidar com uns EUA, que só em 2026 celebrarão os 250 anos da declaração de independência.

Mas a juventude aqui funciona como uma mais-valia. Enquanto a China só nas últimas décadas inverteu um longo processo de decadência (em 1776 o Império do Meio era a nação mais rica do mundo), os Estados Unidos estão há um século na liderança, posição reforçada depois da Segunda Guerra Mundial e ainda mais a seguir à implosão da União Soviética. Essa liderança - e aqui regresso ao italiano Rampini, em conversa no final da entrevista que hoje publicamos - cede pouco a pouco terreno para a China tanto na economia como no poderio militar, mas mantém-se sólida na vantagem em termos de soft power. Rampini citou-me o pensador marxista italiano Antonio Gramsci, que dizia que os impérios não se constroem só com base no poder militar, constroem-se com poder económico e com ideias. Ora, essas ideias são o soft power, que vai desde o ideal democrático ao peso da língua inglesa, passando por Hollywood, a NBA e as universidades da Ivy League. Por muito errático que seja Trump e por muito visionário que seja Xi, "não há ainda um sonho chinês que o resto do mundo gostasse de partilhar", lembrou o jornalista que vive hoje em Nova Iorque.

06 DE ABRIL DE 2017
00:02
Leonídio Paulo Ferreira
Diário de Notícias

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