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Sobe e desce

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Sobe e desce

Mensagem por Admin em Qui Abr 06, 2017 11:19 am

Portugal tinha um modelo de crescimento com império colonial, grupos empresariais privados, um pequeno sector de empresas públicas, sem défice orçamental e sem dívida.

A FRASE...

"Há quem goste de adormecer embalado por belos contos sobre défices; e há quem não consiga adormecer só de pensar em dívidas."

Daniel Bessa, Expresso, 1 de Abril de 2017

A ANÁLISE...

Escrevendo sobre o que deve ser feito para resistir a um processo de decadência histórica, Giuseppe Tomasi di Lampedusa apresentou como conclusão da sua reflexão a frase "para que as coisas permaneçam iguais, é preciso que tudo mude". A política portuguesa há muito procura ilustrar este princípio de Lampedusa: mesmo quando não se pode fazer diferente, declara-se que vai ser diferente, mudam-se os protagonistas para fazer o mesmo com a certeza de que parecerá diferente. Mudar tudo para tudo permanecer igual é uma questão de magia e o truque é feito com recurso à moeda, o instrumento que permite ter hoje o que só se paga depois. Não se interrompe o processo de decadência, mas adia-se a evidência do fim.

Com moeda própria, o truque é feito com inflação e desvalorização cambial. O que se recebe vale menos e o que se compra é mais caro e a austeridade será a ordem natural das coisas. Sem moeda própria, as normas da zona monetária obrigam a atender ao valor do défice orçamental e ao volume da dívida, mas a austeridade continuará a ser a ordem natural das coisas. O princípio de Lampedusa não tem aplicação prática além do prazo curto da magia: o défice desce (negociando as despesas que contam), mas a dívida sobe (porque tudo conta).

Afinal, as coisas não podem permanecer iguais. Portugal tinha um modelo de crescimento com império colonial, grupos empresariais privados, um pequeno sector de empresas públicas, sem défice orçamental e sem dívida. Descolonizou, nacionalizou, criou um grande sector de empresas públicas, aumentou as despesas com o seu modelo de sociedade, gerou défices orçamentais, aumentou a dívida pública e privada - mas não mudou o seu modelo de crescimento, nem mesmo depois da integração europeia e da adesão ao euro. Tem um modelo de sociedade com despesa pública sem ter um modelo de crescimento que sustente essa despesa.

Este artigo de opinião integra A Mão Visível - Observações sobre as consequências directas e indirectas das políticas para todos os sectores da sociedade e dos efeitos a médio e longo prazo por oposição às realizadas sobre os efeitos imediatos e dirigidas apenas para certos grupos da sociedade.

maovisivel@gmail.com

Joaquim Aguiar  
05 de abril de 2017 às 20:18
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