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A Europa na encruzilhada

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A Europa na encruzilhada

Mensagem por Admin em Sab Abr 08, 2017 11:03 am

A política é mais do que a busca do interesse pessoal por meios estratégicos e táticos. Num mundo em rápida mudança, é necessária uma reinterpretação dinâmica do papel e da responsabilidade da Europa. Isto é particularmente importante numa comunidade de Estados que estão fortemente interligados. A Igreja Católica, juntamente com as outras Igrejas, bem como com outras comunidades religiosas e, na verdade, com todos os que lutam pelo bem comum, podem ajudar a reavivar o espirito europeu de Paz. Pois, reanimar o projeto da unidade europeia é concretizar o sonho do Papa Francisco, expresso no seu discurso, por ocasião da entrega do Prémio Internacional Carlos Magno, a 6 de Maio de 2016. «(...)Com a mente e o coração, com esperança e sem vãs nostalgias, como um filho que reencontra na mãe Europa as suas raízes de vida e de fé, sonho um novo humanismo europeu, “um Caminho constante de humanização”, ao qual servem “memória, coragem e utopia sadia e humana”. Sonho uma Europa jovem, capaz de ainda ser mãe: uma mãe que tenha vida, porque respeita a vida e dá esperanças de vida. Sonho uma Europa que cuida da criança, que socorre como um irmão o pobre e quem chega à procura de acolhimento porque já não tem nada e pede abrigo. Sonho uma Europa que escuta e valoriza as pessoas doentes e idosas, para que não sejam reduzidas a objetos de descarte porque improdutivas. Sonho uma Europa, onde ser migrante não seja delito, mas apelo a um maior compromisso com a dignidade de todos os seres humanos. Sonho uma Europa onde os jovens respirem o ar puro da honestidade, amem a beleza da cultura e duma vida simples, não poluída pelas solicitações sem fim do consumismo; onde casar e ter filhos sejam uma responsabilidade e uma alegria grande, não um problema criado pela falta de trabalho suficientemente estável. Sonho uma Europa das famílias, com políticas realmente eficazes, centradas mais nos rostos do que nos números, mais no nascimento dos filhos do que no aumento dos bens, Sonho uma Europa que promova e tutele os direitos de cada um, sem esquecer os deveres para com todos, Sonho uma Europa da qual não se possa dizer que o seu compromisso em prol dos direitos humanos constituiu a sua última utopia.»

Neste sentido, o compromisso cristão para com a paz não se reduz a ações pela paz isoladas: trata-se de cuidar para que o Evangelho se encarne nas culturas, inculture-se, impregnando e fecundando as mentalidades, as relações sociais, os grupos e as instituições, e que a presença viva do Ressuscitado converta e reconduza constantemente o seu povo para novas configurações da vida, mais condizentes com “os projetos de Deus, e não com os projetos dos homens” (MC 8.33)

Cuidar para que o espírito profético de paz plantado na história por Cristo Jesus, e que aponta para um exercício de um poder servidor e para a instauração de uma hierarquia às avessas, se incorpore em cada fio que forma o tapete e em cada mão que o teça.

Instaurando novas dinâmicas de construção da paz, colaboramos com o próprio Espirito Santo que, no coração da humanidade, geme e sofre com as vitimas da violência de todo o tipo, como aconteceu hà dias em Londres, e, em sua energia irreprimível, segue provocando o desejo de paz.

Penso que a vida nas cidades pode ser diferente. Um velho tapete pode ser reconstruído, surgindo em seu lugar um belo tapete, que tenha novas cores e que traga em seus fios as marcas e os vestígios da paz.

É preciso também amolecer as raízes do “espírito da desigualdade” arraigado nas consciências, encarnado nas estruturas e instituições sociais. Cuidar para manter aberto e vivo, nas mediações da sociedade e da cultura, o diálogo com os valores do Evangelho e sua inspiração corajosamente pacificadora. Tudo isto significa cuidar dos fios do nosso tapete.

É um grande desafio pastoral e evangelizador reconhecer as afirmações bíblicas em suas exigências políticas e éticas como aconteceu na Conferência Europeia das Comissões de Justiça e Paz que tive a honra em participar e onde foram apresentadas 10 propostas políticas para que o projeto europeu seja renovado e por isso a necessidade de uma visão clara do seu mérito excecional combinada com um discurso público a nível europeu sobre a sua identidade e futuro, bem como os valores em que assenta.

Nada mais realista do que a história de Deus na história dos homens e mulheres, nada mais realista do que o Evangelho. Deus se compromete com a vida e a paz ao ponto de tornar-se vítima da violência para restaurar e instaurar definitivamente caminhos de paz.

Por isso, o compromisso cristão, um dos fundamentos da Europa, para com a paz não se reduz a ações; trata-se de cuidar para que o espirito profético de paz plantado definitivamente na história pelo Cristo Jesus se incorpore em cada fio que forma o tapete e em cada mão que o teça. Cuidar para que a mensagem se encarne nas culturas, impregnando de paz as mentalidades, as relações sociais, os grupos e as instituições e que a sua presença viva reconduza constantemente o seu povo para novas configurações da vida mais condizentes com o seu projeto europeu. Um projeto para uma Europa pacífica e unificada que está numa encruzilhada. Isto foi demonstrado também pelo referendo que conduziu ao Brexit, no Reino Unido, em Junho de 2016, que inaugurou um período de dúvida e incerteza. Deve ser visto como um sinal alarmante de uma ampla insatisfação e mal-estar, que exige respostas convincentes. Nesta situação a “confusão política”, que por muito tempo tem sido uma estratégia bem-sucedida, já não é suficiente. Para que o Projeto Europeu seja renovado, é necessária uma visão clara do seu mérito excecional, combinada com um discurso público a nível europeu sobre a sua identidade e futuro, bem como os valores em que assenta. “Ninguém quer o regresso à Idade da Pedra mas é indispensável abrandar a marcha para olhar a realidade de outra forma, recolher os avanços positivos e sustentáveis e ao mesmo tempo recuperar os valores e os grandes objetivos arrasados por um destempero megalómano” como dizia o Papa Francisco na sua encíclica Laudato Si.

Se a Páscoa é a celebração da vida, da vida que Deus nos dá. Então, na Páscoa, só podemos fazer festa e agradecer a Deus, em Alegria, o bom que é viver.

Uma Santa Páscoa para todos!

JOSÉ A. ROQUE MARTINS / 08 ABR 2017 / 02:00 H.
Diário de Notícias da Madeira

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