Olhar Sines no Futuro
BEM - VINDOS!!!!
Buscar
 
 

Resultados por:
 


Rechercher Busca avançada

Conectar-se

Esqueci minha senha

Palavras chave

Últimos assuntos
Galeria


Outubro 2017
DomSegTerQuaQuiSexSab
1234567
891011121314
15161718192021
22232425262728
293031    

Calendário Calendário

Flux RSS


Yahoo! 
MSN 
AOL 
Netvibes 
Bloglines 


Quem está conectado
15 usuários online :: Nenhum usuário registrado, Nenhum Invisível e 15 Visitantes :: 2 Motores de busca

Nenhum

O recorde de usuários online foi de 864 em Sex Fev 03, 2017 11:03 pm

Crescimento económico e sistema financeiro

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Ir em baixo

Crescimento económico e sistema financeiro

Mensagem por Admin em Ter Abr 11, 2017 10:24 am

Toda a gente sabe que o bom funcionamento do sistema financeiro (sejam instituições como bancos ou fundos de investimento, sejam os enquadramentos legais que criam e regulam o acesso aos mercados de capitais) é essencial nas economias modernas para criar as condições para o crescimento económico.

Mas, sendo necessário, está longe de ser suficiente, contrariamente ao que muitas vezes parece ser veiculado na mediatização das questões financeiras.

O crescimento económico decorre do investimento produtivo. E sublinho aqui o produtivo. Tem-se crescentemente generalizado o mau hábito de se falar de "investidores" como necessários ao desenvolvimento do país sem se especificar o tipo de investidores de que efetivamente necessitamos. Os investidores meramente financeiros são evidentemente necessários para, por exemplo, podermos financiar a nossa dívida pública. Mas esses investidores financeiros não realizam investimento produtivo e nem sempre contribuem para facilitar esse investimento. Ao tratar-se em muitos casos de investimentos especulativos, não só não auxiliam o crescimento económico como até o prejudicam, desviando para fins especulativos iniciativas que noutro contexto poderiam dar origem a investimento produtivo.

Mas mesmo os investimentos não estritamente financeiros podem não ter efeito no crescimento da economia se, por exemplo, se limitarem à compra de empresas já existentes. Poderão eventualmente ter um efeito positivo se assegurarem a sustentabilidade dessas empresas para onde se dirigem, mas também não é esse tipo de investimento que acelera o crescimento.

Por isso, quando ouvirmos ou lermos que os investidores isto ou os investidores aquilo a primeira coisa que convém é destrinçar de que tipo de investidores se trata. Se é uma notícia supostamente negativa sobre a confiança de investidores especulativos ou cujo investimento não tem efeitos sobre o crescimento económico, então a notícia não tem grande importância.

Um outro aspeto que deve ficar claro é que, sendo o sistema financeiro muito importante e em muitos casos propiciador de capital alheio para as empresas, a verdade é que o maior problema da generalidade das empresas portuguesas é a insuficiência de capitais próprios e portanto da sua autonomia financeira. Esta é uma situação que põe em causa o crescimento económico porque torna as empresas muito vulneráveis às dificuldades de crédito que recorrentemente ocorrem na economia e por essa via aumenta o risco da decisão de investimento de criação de nova capacidade produtiva.

A insuficiência de capitais próprios não é de agora. Desde há muitos anos que este desequilíbrio afeta o nosso tecido empresarial. Para além de poder existir uma atitude idiossincrática persistente de aversão ao risco, houve certamente um desincentivo fiscal que tornava melhor para o empresário, desse ponto de vista fiscal, pedir dinheiro à banca do que investir na própria empresa. Felizmente, alterações recentes na legislação fiscal permitirão reduzir essa distorção.

São muitas e multifacetadas as relações positivas e negativas entre o funcionamento do sistema financeiro e o crescimento económico. Uma coisa é certa: um sistema financeiro eficiente e estável para nada serve se não houver empresários que decidam investir em projetos produtivos e não em especulação financeira. Mas também é verdade que, por melhor que sejam as intenções de investimento produtivo, se o sistema financeiro for instável e pouco credível também não se sairá da estagnação económica. Daí que a estabilização do nosso sistema financeiro, por custosa que seja - e tem sido para os contribuintes -, é algo de essencial para podermos realizar todo o nosso potencial de crescimento económico. O que não é admissível é que por falhas internas ou por interferências comunitárias - e estas têm sido especialmente desastrosas - a estabilização financeira esteja a custar mais do que o estritamente necessário.

* Economista

11 DE ABRIL DE 2017
00:00
João Ferreira do Amaral *
Diário de Notícias

_________________
Cláudio Carneiro


Facebook
avatar
Admin
Admin

Mensagens : 16760
Pontos : 49157
Reputação : 0
Data de inscrição : 07/12/2013
Idade : 30
Localização : Sines

Ver perfil do usuário http://olharsinesnofuturo.criarforum.com.pt

Voltar ao Topo Ir em baixo

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Voltar ao Topo

- Tópicos similares

 
Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum