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Viajante: Luis Lopes, Portugal com muito prazer

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Viajante: Luis Lopes, Portugal com muito prazer

Mensagem por Admin em Ter Maio 05, 2015 4:27 pm

O editor e apresentador do Jornal do Almoço de Chapecó da RBS TV esteve em Portugal e de lá enviou ao Viajar Eu Preciso relatos incríveis sobre sua experiência em terras lusitanas. Portugal é mesmo um país que encanta. Se eu pudesse o visitaria todos os anos durante as minhas férias. Há paisagens que vão desde o mar à serra, iguarias sem igual e ainda a facilidade da Língua Portuguesa. Se você está em dúvida para onde vai nas próximas férias, fica uma sugestão: vá a Portugal.

Ruas estreitas de Évora (Foto:Luis Lopes/Arquivo Pessoal)
Por Luis Lopes


Lisboa, com muito prazer


Primeiro um aviso e uma recomendação

Esta experiência poderá provocar revolta! Não falarei aqui dos principais pontos turísticos de Lisboa, nem sequer vou tocar no nome da Torre de Belém, do Arco Triunfal da Rua Augusta, da Avenida da Liberdade ou de lugares típicos que todo o turista de primeira viagem (como eu) teria a obrigação de conhecer. E de fato os conheci, mas não vou contar! São informações que qualquer pessoa vai encontrar em um bom site de busca na internet ou em uma boa agência de viagens. A proposta não é essa. Quero contar de coisas que as pessoas não sabem, ou pelo menos deixam Portugal sem saber.

Desta vez, quero contar (sem qualquer compromisso profissional como jornalista e total liberdade com o texto assim como um turista ) das percepções, aromas, sabores e texturas,do clássico e do moderno, da experiência que vou viver nas ruas, da sensibilidade partindo de um novo olhar sobre uma pequena parte de Portugal. Viajarei pela região, vou conversar com portugueses e brasileiros que vivem aqui e tentar satisfazer uma curiosidade pessoal. Afinal qual é a cara da nova Portugal que surge? Me arrisco a dizer que ela é moderna e ousada, mas só farei juízo de valor ao fim do passeio que vai durar dez dias. Das ruas estreitas de Lisboa ao surfe com as maiores ondas do mundo na região. Dos pasteis de nata ou de Belém (sim, eles são diferentes) aos jantares no terraço do hotel mundial e os segredos dos castelos que o turista passa e não vê. Tudo sem planeamento, aliás abri mão do roteiro, sigo claro algumas recomendações de quem vive aqui para ir onde os ventos de Lisboa me levarem. Aliás venta muito por aqui. E o vento que vem do Rio Tejo e despenteia os cabelos traz também um ar puro bom de respirar assim a água que não pesa ao tomar, talvez uma das melhores do mundo. Eu só posso desejar que me acompanhe nessa viagem e em troca, prometo contar tudo o que os olhos viram e o coração sentiu nessa aventura. Você aceita o convite?

A chegada

Parti de de Porto Alegre em um voo da Azul com destino a Guarulhos-SP onde embarquei com a AIR Europa contrariando a indicação de amigos brasileiros que sempre viajam com a TAP (tradicional empresa Portuguesa). O voo de ida e volta comprado com antecedência de 25 dias custou R$2.020.00 incluindo as taxas. Achei muito barato! De Guarulhos -SP até Lisboa foram 15 horas de viagem, com atendimento satisfatório e pelo menos 5 refeições de boa qualidade (nunca vi tanta fartura em um avião, tanto que nem precisei usar o estoque de comida que fiz antes no supermercado e levei na mochila, exagero meu claro. ).

A única escala internacional é em Madrid onde é preciso passar pela imigração que sim, é rigorosa, mas não a ponto de ser causar constrangimento como muitos imaginam. Me fizeram perguntas simples, como quantos dias iria ficar, o que iria fazer, se já tinha passagem de volta e se era a primeira vez que vinha a Europa. Na hora de passar pelo detector de metais é preciso tirar os sapatos e todas aquelas recomendações de sempre. Mas o procedimento é rápido e não há porque ficar nervoso (embora muita gente estivesse suando frio na fila mesmo com a temperatura de 12 graus durante a madrugada).

Alguns documentos básicos são recomendáveis (não usei nenhum deles a não ser os bilhetes de ida e volta ) mas é recomendável ter todoas a mão.Veja a lista no site da embaixada de Portugal. Pedir ou não esses documentos pode ser relativo. Mais informações aqui.

De Madrid até Lisboa são apenas 50 minutos de viagem . Na verdade é a partir desse ponto que começa a minha viagem. Cheguei em Lisboa às 6h45 min (diferença é de +3 h ). Me hospedei no Hotel da Estrela (Palácio dos Condes) uma antiga escola notarial.

A decoração com objetos antigos da escola estão por toda a parte. É um hotel boutique com apenas 19 quartos muito bem decorados e confortáveis. Uma filosofia de atendimento um pouco mais exclusiva que segue o conceito de atender menos para atender melhor e que vem se espalhando pela Europa. Além deste, aqui há vários. Mas o que chama a atenção (além dos sofás coloridos logo na entrada) é o atendimento feito na maioria por jovens, alguns estagiários da escola de hotelaria que fica ao lado. A educação e a simpatia surpreende justamente por serem tão jovens.

São extremamente educados e simpáticos além de estar sempre por perto e atentos a qualquer necessidade. Há até algum exagero (que não estamos acostumados no Brasil) como levantar-se a cada vez que o hospede passa pela recepção em sinal de atenção, ou melhor educação. Parecem soldados do exército batendo continencia a um general. Essa imagem está no video do hotel no site.

No banheiro quarto uma grande decepção para quem espera por uma boa ducha. Não tem! E é assim em alguns hoteis da Europa. O que não chega a ser um problema já que você vai ser OBRIGADO a tomar uma relaxante banho de banheira, entendi que isso é proposital e me entreguei ao luxo depois de uma viagem cansativa, um pequeno conforto vem bem a calhar, ora pois!

Para o caso de alguma improvável emergência (afogamento ou qualquer coisa parecida) há um alarme de banheiro que eu nunca tinha visto em lugar algum. Não resisti e testei: dois segundos depois de puxar a cordinha o pessoal da recepção ligou para o quarto perguntando se estava tudo bem comigo. Falando em coisas que nunca vi, neste hotel o número do quarto fica no chã.o O ponto negativo fica por conta da acessibilidade de internet, tem wi-fi mas poderia ser melhor.

O café da manhã (que aqui é chamado de pequeno almoço) está incluido na diária . Frios, queijos e bolos (uma espécie de colomba pascal) que nunca experimentei. Tudo muito saboroso assim como os pratos oferecidos pela cantina/restaurante. E falando em restaurante, conheci o chefe António que me ensinou a fazer um prato tipico da região com produtos adquiridos pertinho do hotel.

É o Bife a Portuguesa (tradicionalmente feito com bife de carne bovina mas que aqui é servido com bife de atum). Na minha percepção, uma versão bem elitizada do nosso bife a cavalo ao estilo europeu que leva creme de manteiga, batatas, vinho branco e presunto . Por enquanto deixo vocês com esse sabor e amanhã eu volto com as percepções da primeira volta pela cidade. Durante a semana vamos continuar a aventura gastronómica pelas pastelarias de Lisboa, o romantismo de Sintra, as maiores ondas da região que vem atraindo muitos surfistas brasileiros e as historias contadas através das placas de rua na capital portuguesa.


Ingredientes do Bife a Portuguesa (versão do chef)

3 rodelas de batata cortadas grossas
1 bife de atum ou carne bovina
1 dente de alho
2 folhas de louro
1 ovo
2 colheres de mateiga
sal e pimenta para temperar o bife
1 xicara de vinho branco
1 folha de presunto.

Modo de fazer:

Comece temperando o bife com sal e pimenta. Frite em óleo de oliva mas só o suficiente para corar os dois lados para deixa-lo ao ponto. No caso da carne bovina como se fosse mal passada, no caso do atum um pouco mais para cozinha-lo. Enquanto isso coloque para fritar em outra frigideira as rodelas de batata que devem ter 1,5 cm de espessura e devem ficar crocantes por fora e cozidas por dentro mas não secas de mais. Em uma outra panela vamos fazer o creme de manteiga. Coloque o vinho para cozinhar com o dente de alho e as folhas de louro. Deixe ferver e reserve. Pegue o bife que já foi dourado dos dois lados, coloque a folha de presunto em cima e leve ao forno por 5 minutos. Voltando ao creme, retire as folhas de louro e o alho e adicione a manteiga. Deixei ferver novamente e quebre um ovo na mistura. A gema deve ficar inteira, ela vai cozinhar no próprio creme de manteiga.
Você pode ir molhando a gema com o creme para que ela cozinhe apenas por fora. Como no bife a cavalo a intenção é que ela quebre durante a degustação. Depois é só montar: Primeiro a camada de batatas, depois o bife com o presunto assado e por cima o ovo regado com o creme de manteiga. O prato aqui é servido em uma caçarola de cobre porque, segundo o António, mantém o sabor. Bom apetite!

Assista ao preparo da receita:



Alentejo, sem pressa

Floresta Oliveiras no Alentejo (Foto: Luis Lopes/Arquivo Pessoal)

A vida passa sem pressa no Alentejo. E digo mais, a vida pede uma pausa! E essa sensação, começa na chegada…

Para quem vem de trem partindo de Lisboa, a viagem dura em média uma hora. No caminho a paisagem, capaz de acalmar os corações mais acelerados, convida ao descanso… um tempo, para olhar para o passado e redescobrir a história. História que pode ser contada através das florestas de oliveiras milenares (algumas com mais de 2.300 anos e que ainda produzem) dos castelos, dos fortes e muralhas, dos casarões, das igrejas, dos templos do período romano que deixou memórias muito bem preservadas, da influência árabe que está presente em vários momentos do passeio.

Uma simples caminhada, pelas ruas estreitas e suas calçadas de pedra, onde se encontram as gerações,ou pelos campos as margens do rio onde se pode observar aves de diversas espécies revela um tesouro histórico a cada passo. Mas é o carinho e a simplicidade quem mora no lugar que impressiona e faz a gente se sentir como se estivesse na casa dos avós.

Apesar de ser a maior região de Portugal, o Alentejo ainda é pouco explorado por turistas brasileiros. A exceção fica por conta de Évora, a cidade museu que abriga um património impecável…E algumas surpresas como a que encontrei no museu do relógio onde funciona um café muito frequentado por quem mora ou trabalha nas lojas das redondezas. O espaço fica no pátio do casarão antigo é um convite ao descanso, mesmo que por alguns minutos…Essa é a ideia depois uma boa caminhada pela cidade.

Mas foi a pequena vila, protegida pelas muralhas do Castelo de Monsaraz, no alto de uma colina, que me conquistou! As casas, todas pintadas de cal branco (que segundo os antigos moradores tem a função de proteger do calor e do frio ) atraíram também estrangeiros de diversas partes do mundo que mantem pequenos negócios destinados ao turismo, como lojas de artesanato, tapeçaria tipica, pequenas pousadas onde se pode passar a noite e bons restaurantes para se degustar os pratos típicos da região. Tudo cercado pelo ambiente medieval cheio de mistério. Da pra imaginar como era a vida no lugar a milhares de anos. Afinal, viver aqui é como viajar no tempo.

Entrada Castelo Monsaraz (Foto: Luis Lopes/Arquivo Pessoal)

Do alto, a vista do maior lago artificial do mundo é um bónus para quem visita o lugar. Uma obra gigantesca financiada com recursos de Portugal e Espanha que trouxe inúmeros benefícios económicos para a região. O lago mais azul que os meus olhos já viram!

E olhando assim, fica quase impossível resistir a tentação de um passeio de barco e ate mesmo um mergulho. Para quem vai com a família, vale a pena alugar um “barco casa” com acomodações de até três quartos e passar pelo menos uma noite. Aliás cada noite no Alentejo ser uma experiência encantadora. Muitos castelos foram transformados em pousadas e cedidos a iniciativa privada. Foi a forma encontrada para preservar o património histórico.

Passeio de barco no lago (Foto: Luis Lopes/Arquivo Pessoal)

O Castelo de Alvito é um deles e foi lá que pude saborear alguns pratos tradicionais da região como os pezinhos de porco, os mariscos, os legumes com presunto e os queijos cobertos por fios de mel. Depois doce! O que dizer dos doces conventuais do Alentejo? Mais uma aula de história com muito sabor, ingredientes simples como ovos, farinha e açúcar mas que tão bem manuseados provocam sensações inesquecíveis ao paladar.

Até aqui a influência dos árabes e judeus está presente. Não da para eleger um só mas o meu favorito a ameixa da rainha Claudia, variedade que tem esse nome em homenagem a piedosa rainha , mulher do rei Francisco I (século XVI) que morreu aos vinte e cinco anos . A fruta é cozida no mel, macia e suave, se desmancha na boca!!!! Há outros como a Siricaia, o Rebuçado de Ovos e as queijadas. Minha dica: esqueça a balança e experimente todos!

Durante a passagem pelo Alentejo passei duas noites em um hotel rural. O vídeo institucional condiz com a realidade do lugar e da uma dimensão das atividades em família:


Em Estremoz, cidade que fica a poucos quilómetros de Évora conheci a chefe carioca Michele, que se apaixonou pelo lugar e por um português do Alentejo. Resultado: há dez anos ela não pensa em deixar o lugar. No restaurante que abriu com o sócio português pude provar uma versão diferente do mil folhas Alentejano com bacalhau e presunto e saborear uma deliciosa sobremesa feita com chocolate, framboesas e flores comestíveis, servida em um prato de mármore produzido na região.

Do mármore para o barro. No Alentejo a arte de produzir cerâmicas passa de geração em geração e em apenas alguns segundos nascem das mãos dos oleiros verdadeiras obras de arte. São dezenas de olarias onde o turista pode conhecer um pouco da historia e também adquirir as peças únicas direto da fábrica. Um bom presente.

O Alentejo tem na simplicidade do seu povo as receitas que passam de geração em geração como pratos que tradicionais que muitas vezes são servidos nas cerâmicas produzidas aqui como a carne de porco preto, uma iguaria que só experimentei aqui.


E o tempo, que parece não passar…Na verdade passa, engana e ilude, assim como um novo tipo de vinho produzido na região. É o vinho invisível, um vinho branco, extraído de uvas tintas através de um processo que retira a casca da fruta e aproveita apenas o sumo. Uma delicia, que engana os olhos, mas não o paladar. No Alentejo qualquer turista pode experimentar esses sabores ainda pouco conhecidos no Brasil. Aliás, a cidade de Reguengos de Monsaraz é a capital dos vinhos em 2015.

Há muito mais para ver, sentir e viver no Alentejo. Faltou falar das praias do Algarve, Elvas, Marvão, Castelo de Vide, Sines e Tróia… quem sabe na próxima visita! Quer conhecer um pouco dessa história? Veja o vídeo institucional do Turismo do Alentejo onde você encontra todas as informações sobre a região e embarque nessa viagem inesquecível!


05 de maio de 2015
Blog: Viajar, Eu Preciso! 

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Cláudio Carneiro


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