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A inovação chegou ao Alentejo e está para ficar

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A inovação chegou ao Alentejo e está para ficar

Mensagem por Admin em Sab Jun 13, 2015 12:17 pm


São 36 as ‘spin offs', ‘start ups' e PME tecnológicas que estão a colocar no mapa da inovação o Alentejo.

O responsável é o Parque de Ciência e Tecnologia do Alentejo (PCTA), onde se reúnem estas empresas, que em breve serão 38. Apesar de ainda não ter infra-estruturas definitivas (o edifício central está em construção), o PCTA tem já contribuído para o aumento do pedido de patentes e de registo de marcas da região alentejana. 

"Temos algumas empresas com patentes, mas em maior número pedidos que ainda estamos a aguardar resposta", conta João Carlos Mateus, director geral do PCTA. Os números do INPI também o reflectem, tendo havido, entre o primeiro trimestre de 2014 e o de 2015, um aumento de 333% nos pedidos de invenções feitos por esta região.

Em 2013 e 2014, as empresas que fazem parte do Parque facturaram 77 milhões de euros, tendo 30% do valor sido destinado a exportações.

Todas as empresas do PCTA são tecnológicas, sendo esse o perfil em que o Parque pretende apostar, sendo de destacar as áreas de TIC, energia e agroalimentar.

O universo das empresas do PCTA representam mais de 1.200 pessoas e , até agora, foram constituídos mais de 180 postos de trabalhos directos. "Todos os dias as empresas, que estão numa fase de crescimento, estão a recrutar. O balanço entre as pessoas que vieram para o Alentejo e outras que não saíram do Alentejo é de cerca de 180", explica João Carlos Mateus. Para o número de pessoas que o PCTA já representa contribuíram a GLINTT, com a aposta num parque fotovoltaico de concentração e na gestão de um ‘call center' que representa mais de 600 pessoas e a Capgemini com o seu centro de excelência, destaca o director geral do PCTA. 

O edifício central que vai receber as empresas, na Herdade da Barbarala, perto do centro de Évora, está em construção e prevê-se que esteja concluído em Setembro. Além dos espaços para as empresas se instalarem, terá serviços de apoio e suporte e infra-estruturas partilhadas, sendo um ponto central para a partilha de experiências entre empresas e instituições de ensino e de Investigação e desenvolvimento, promovendo a "transferência de tecnologia", afirma João Carlos Mateus.

A construção do edifícioestá a ser financiada por apoios comunitários (Inalentejo), pelo capital social do PCTA e pelas suas receitas próprias, de forma residual mas crescente. Os accionistas do PCTA são a Universidade de Évora, os politécnicos de Beja, Portalegre e Santarém, a GLINTT, o Novo Banco, a Decsis, a ANJE e a ADRAL. E em breve vai haver um aumento de capital com entrada de novos accionistas.

00:30 h
Irina Marcelino
Económico

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