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Plano de Investimento na Europa: O primeiro balanço

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Plano de Investimento na Europa: O primeiro balanço

Mensagem por Admin em Ter Dez 22, 2015 10:49 pm


Chegou a altura de fazer balanços. Por isso, viemos até Bruxelas saber em que ponto está o Plano de Investimento da Comissão Europeia para criar emprego e crescimento através de investimentos estratégicos na ordem dos 315 mil milhões de euros.

"A Europa escolheu ir em frente e esse caminho consiste na criação de um novo mercado."

O vice-presidente da Comissão Europeia, Jyrki Katainen, vai pôr-nos a par dos progressos feitos até agora. Vamos falar dos projetos que já foram selecionados para receber investimentos e saber como é que a Europa planeia mobilizar os fundos necessários já em 2016.

Começamos por relembrar as prioridades deste plano ao longo de três anos e como se pretende angariar os 315 mil milhões de euros.

Como funciona o Plano de Investimento?

Tomemos o exemplo de um cofre vazio. Nesse cofre, a União Europeia deposita uma garantia de 16 mil milhões de euros, ao qual se junta um fundo de 8 mil milhões já existente.

Do Banco Europeu de Investimento (BEI) vêm mais 5 mil milhões. Ou seja, o ponto de partida consiste em 21 mil milhões de euros, uma quantia que poderá ser reforçada pelos Estados-membros e pelos bancos centrais. No entanto, a Comissão Europeia considera que esses 21 mil milhões podem ser multiplicados até atingir o valor de 315 mil milhões.

O método é o seguinte: cada euro de fundos públicos pode gerar três como dívida subordinada, ou seja, a União Europeia, enquanto credora, é a última a ser reembolsada na liquidação da dívida, o que implica um risco maior. Isso incentiva à participação de investidores privados que se tornam titulares de dívida sénior, isto é, são os primeiros credores a serem pagos.

Se tudo correr como previsto, 240 mil milhões vão para os investimentos estratégicos e 75 mil milhões, para as PME.


Como solicitar o financiamento?

Imaginemos que uma cidade quer construir uma linha de metro e que o projeto comporta demasiados riscos a nível financeiro. É possível recorrer, então, a este mecanismo: por cada euro cativado ao projeto, o processo de multiplicação calculado resulta em quinze.

Esse primeiro euro veio dos 21 mil milhões recolhidos inicialmente e que são canalizados para o Fundo Europeu para Investimentos Estratégicos (FEIE), que dispõe da seguinte estrutura: o fundo é gerido pelo Banco Europeu de Investimento, que também se encarrega do Fundo Europeu de Investimento. Os projetos são escolhidos por um comité diretivo, um comité de investimento e um responsável do banco.

Os setores privilegiados são as infraestruturas estratégicas, energias renováveis, educação, investigação e desenvolvimento.

As Pequenas e Médias Empresas podem participar através do Fundo Europeu de Investimento. Se quiser apresentar um pedido de financiamento, pode submetê-lo aos representantes nacionais deste fundo e do BEI. Se pretender promover um projeto, pode contactar diretamente o Banco Europeu de Investimento. O Fundo Europeu para Investimentos Estratégicos não é uma iniciativa recente, mas a sua integração no âmbito do BEI permite assumir mais riscos do que em circunstâncias habituais.


Falta de investimento privado gera ceticismo

Desde abril, o BEI aprovou 34 projetos no quadro do Fundo Europeu para Investimentos Estratégicos: está em questão um financiamento de 5 mil milhões que deverá gerar mais 23 mil milhões de euros. Estão envolvidos já treze países. Nove dos projetos já arrancaram e, em 2016, os investimentos deverão assumir a velocidade de cruzeiro.

Ao longo da crise financeira, os investimentos na União Europeia despenharam. Entre 2008 e 2013, assistiu-se a um recuo de 17%. Mas há um conjunto de instrumentos financeiros para ajudar os investidores a voltarem a assumir riscos. O Fundo Europeu para Investimentos Estratégicos vai garantir financiamentos de 49 mil milhões de euros através do BEI e 12 mil milhões do Fundo Europeu de Investimento. O objetivo é, sobretudo, captar investimentos do setor privado.


Metade dos 34 projetos já aprovados assentam no setor das energias renováveis e são considerados de alto risco financeiro. Há também iniciativas no âmbito da biotecnologia, das infraestruturas, dos transportes. E, por outro lado, garante-se crédito a projetos das PME. Mas muitos, como Guntram Wolff, do grupo de reflexão Bruegel, consideram que não estão reunidas as condições para atingir o horizonte dos 315 mil milhões de euros.

“A única coisa que interessa aos investidores é o retorno do investimento. Mesmo com a participação do setor público, os riscos não são muito mais reduzidos. Há muitas dúvidas sobre se irá ou não haver algum retorno. Há muito pouco dinheiro público em cima da mesa. Não foram feitas reformas estruturais suficientes no mercado único para tornar os investimentos novamente atrativos”, afirma.

Por isso, os Fundos Europeus Estruturais e de Investimento podem complementar o mecanismo. Foi anunciado recentemente que o orçamento de 450 mil milhões deste instrumento pode, de facto, reforçar o desenvolvimento de projetos e a confiança de investidores.

Guntram Wolff diz não acreditar na obtenção de “investimentos suplementares. E o objetivo era, na verdade, gerar muito investimento suplementar. Poderá haver uma modificação da natureza dos investimentos, mas a parte suplementar ainda não é notória.”

Em 2015, o Fundo Europeu de Investimento canalizou 1,5 mil milhões de euros para o desenvolvimento de PME europeias. Estima-se que esse apoio se desdobre em cerca de 19 mil milhões em investimentos privados. Segundo Guntram Wolff, “há muitos investidores privados que manifestaram interesse, mas não há muitos que estejam convencidos. Eles precisam de mais garantias relativamente aos riscos e de um horizonte mais planificado.”

A visão de Jyrki Katainen, vice-presidente da Comissão Europeia

Maithreyi Seetharaman, euronews: Um dos projetos de que mais fala tem a ver com habitação e energias renováveis em França. Pode explicar-nos qual será o sistema de financiamento nesse caso?

Jyrki Katainen: Há três regiões francesas que vão cooperar para arranjar financiamento para renovar 40 mil edifícios. O fundo de investimentos estratégicos (FEIE)vai assumir parte dos riscos dos investidores privados…

euronews: Quem são os investidores privados?

Jyrki Katainen: Podem ser fundos de pensões, seguradoras, bancos de investimento – a título parcial, bancos nacionais de desenvolvimento. E os futuros proprietários das casas também.

euronews: Considera que o processo de seleção dos projetos é suficientemente claro?

Jyrki Katainen: A Comissão Europeia ainda se debate com o desafio de explicar a seleção de projetos e salientar que os recursos atribuídos não são subsídios. Todos os projetos suscetíveis de receber financiamento do fundo de investimentos estratégicos (FEIE) são escolhidos em função do mérito por um comité independente. Não se trata de atribuir subsídios, trata-se de assegurar empréstimos, capital próprio. Têm de ser projetos com riscos mais elevados do que aqueles que o Banco Europeu de Investimento normalmente financia.

euronews: É uma estrutura que segue a lógica capitalista do risco?

Jyrki Katainen: Se compararmos o mercado de capitais de risco europeu com o americano, veremos que estamos bem atrás. É por isso que o fundo de investimentos estratégicos (FEIE) assume mais riscos. Pode financiar outros fundos privados de capital de risco, por exemplo, mas também pode financiar diretamente projetos nessa lógica de capital de risco.

euronews: Porque é que não têm mais investimentos em infraestruturas?

Jyrki Katainen: Normalmente, esse tipo de investimentos é gigantesco. Demora sempre algum tempo até planificar todo o projeto. Essa é provavelmente uma das razões.

euronews: A China mostrou interesse em participar. Onde estão os outros investidores globais necessários para alcançar a meta dos 315 mil milhões de euros?

Jyrki Katainen: Estamos confiantes de que iremos conseguir financiar os projetos no valor de 315 mil milhões de euros no prazo de dois anos e meio. Temos uma equipa conjunta dedicada a essa missão, que envolve a União Europeia, o Banco Europeu de Investimento e as autoridades chinesas, para tentar encontrar o melhor veículo possível para os investidores chineses na Europa. Nós queremos dar-lhes mais oportunidades de investimento através de plataformas específicas. E essas mesmas plataformas estão disponíveis para outros países. Há muitos países da região do Golfo que estão interessados, assim como empresas americanas. Estive recentemente em Singapura, onde alguns gestores de fundos me disseram que planeiam investir mais na Europa. Este ano, os investimentos suplementares na economia real serão de cerca de 50 mil milhões de euros. No ano que vem, deverão ser, pelo menos, o dobro. Pretendemos atingir 315 mil milhões em três anos. Se compararmos isso com o nível de investimentos a longo prazo, ao qual faltam 300 mil milhões por ano, é uma fasquia mais exequível.

euronews: O que é que pode seduzir os investidores?

Jyrki Katainen: Na próxima primavera devemos lançar o portal deste projeto, que será o primeiro resultado concreto. Trata-se de um site europeu amplo, no qual podem ser apresentados projetos de natureza pública ou privada e onde estes podem obter visibilidade. Em segundo lugar, vamos avançar com propostas específicas para a harmonização do mercado interno, a nível digital, por exemplo. A partir do início do próximo ano, pretendemos flexibilizar os critérios relativos aos capitais para que também as seguradoras possam investir na economia real. Também vamos harmonizar as leis no setor energético e no setor da economia circular. A Europa escolheu ir em frente e esse caminho consiste na criação de um novo mercado, em vez de estarmos a aperfeiçoar o que já existe.

21/12 12:40 CET   | updated at 22/12 - 10:24
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Cláudio Carneiro


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